14 dezembro 2011

Campanha de Natal



Mais uma vez os os escritores deste blog encabeçaram uma Campanha de Natal que arrecada alimentos e brinquedos para creches e asilos. Com a ajuda das bailarinas que também participam dos trabalhos com os escritores - ver fotos à direita - conseguiram arrecadar 279 brinquedos e 524 alimentos que foram distribuídos para a creche SOS, a Associação Fraterna de Assistência aos Necessitados – AFAN - os Asilos São Vicente de Paula, São José e São Sebastião, localizados nas cidades de Cataguases e Piraúba.

A entrega das doações foi um evento à parte quando as turmas que arrecadaram mais produtos na campanha – alunos das professoras Joana e Edilena da E. E. Guido Marlière - puderam fazer a entrega junto com os Doutores Cura Cura, em uma grande festa onde o maior ganho foi a felicidade por se fazer o bem.
 
Agradeço e parabenizo a todas as crianças pela campanha, certa de poder contar com todos em 2012.

Andrea Toledo

13 dezembro 2011

Cortejo de Natal

Enquanto aguardam o próximo escritor que irá escrever com eles em 2012, a meninada responsável por este blog participa ativamente de eventos culturais promovidos pelo  Instituto Francisca de Souza Peixoto. O principal deles foi o Cortejo de Natal que envolveu colaboradores e beneficiados pelos projetos dos Instituto e levou Papai e Mamãe Noel, papainoeizinhos, duendes, soldados romanos, anjos, José e Maria, Reis Magos, Bate Pau, bailarinas, estrelinhas, povo de Jerusalém e livros aos os moradores de Cataguases. As fotos abaixo expressam com propriedade a emoção que tomou conta da cidade.

 

05 dezembro 2011


 “Você tem que encontrar o seu livro, quando o fizer você não para mais de ler” Luiz Galdino


Crianças falando sem parar, bailarinas atrapalhadas, coral pouco afinado, quadros e esculturas que não seriam aceitos nas galerias dos grandes museus, calor, um cansaço de dar olheiras. Assim foi recebido o escritor Luiz Galdino em Cataguases. Parece ruim, mas não é.
Foi tudo lindo! Feito com muito carinho, dedicação e alegria por pessoas que acreditam em um futuro melhor construído através da cultura e da educação. As crianças que participaram puderam ler, escrever, assistir teatro, ganhar livros e incluir mais um autor em seus currículos.
É assim, sempre, o Escrevendo com o Escritor, iniciativa mantida pela Companhia Industrial Cataguases, através do Instituto Francisca de Souza Peixoto há seis anos, e que tem entre seus principais objetivos o incentivo à leitura, à escrita e às artes. Que tenha vida longa!!
Meus repetitivos e eternos agradecimentos a todos!

Andrea Toledo


25 novembro 2011

Amigas e Amigos da E. M. Antonio Ribeiro Barroso


Praticamente tudo que eu disse sobre as histórias escritas pelos alunos da escola Guido Marlière, vale também para estas, que acabei de ler. Fiquei, mais uma vez, impressionado com a surpreendente variedade de motes e estruturas narrativas, que podem ser vistos e saboreados através destes contos. Se juntarmos todos os contos das duas fases, teremos quase que um modelo para cada história criada. Isso é muito bom!
Em “A Lenda do Queroz”, acredito que o personagem foi inventado, criado, significando com isso que o autor ou autores buscaram um elemento primordial da literatura, que é a originalidade. No entanto, tão importante quanto a originalidade, é o fato que a estrutura do conto nos remete à forma de revelação comum ao mito. O que é o mito senão a explicação de como alguma coisa surgiu, ganhou vida, começou a ser, a existir? Em vez de coisa, claro, poderia ser alguém. E não é preciso procurar os mitos clássicos; bons exemplos estão aqui pertinho, nos mitos indígenas.
“O Rei dos Gatos” corresponde aos personagens que foram criados, mediante uma necessidade imperiosa: ajudar a manter a norma vigente, que a sociedade tem por correta. Neste conto, sua aparição ameaçadora se associa à presença-existência de crianças desobedientes. Poderíamos dizer: uma variação da Cuca para crianças maiores. A Cuca descia do telhado e vinha pegar as crianças bem pequenas que não queriam dormir. O que já não se inventou para o descanso das mães mal-dormidas!
A boa história sobre “A Casa Abandonada da Rua Dutra” concatena dois aspectos de real interesse. O primeiro é aquele, segundo o qual a pessoa temida ou malévola carrega esta característica da vida para o além. Às vezes, até piora sua natureza, pois, após a morte, ela se vê limitada em vários aspectos. E além deste ponto, há outro interessante. Muitas histórias louváveis, inclusive esta, deixam patente que a coragem vence até o sobrenatural. Neste conto, o monstro é vencido e morto por uma Mulher, que se enche de coragem ao ver a filha pequena aprisionada pela estúpida criatura.
“A Lenda das Três crianças da Floresta” segue um mote frequente nas histórias de monstros e assombrações. As aparições se repetem quase sempre num mesmo lugar, num mesmo cenário, e se prendem a um fato singularmente brutal, ali ocorrido no passado. São muito comuns em todo o país, as águas santas, fontes sagradas, menina santa etc., designando os lugares onde uma criança teria sido sacrificada de modo brutal por algum maníaco.
Com o passar do tempo, felizmente, estes lugares malditos pelo acontecimento tenebroso acabam ganhando uma aura diversa em que a imagem da criança se associa a fenômenos de elevação espiritual e até milagres.

Luiz Galdino/ SP.24.11.2011

22 novembro 2011

A lenda do Queroz


Esse é o caso do Queroz. Para quem não sabe o Queroz era um homem com a cabeça raspada e os pés cabeludos. Nas noites de lua cheia, se transformava em uma criatura tenebrosa, com olhar horripilante, sobrenatural, de tirar o fôlego até mesmo dos mais corajosos...
Queroz significa: traz mais mulher pra nós... E era isso que ele fazia, caçava mulheres nas noites de lua cheia.
Tudo começou com dois casais que haviam se casado há pouco tempo. O Roger e a Karolaine e o Fillipy e a Vitória. Passados três anos, Vitória e Karolaine começaram a reparar que seus maridos já não tinham mais tempo para elas e decidiram se separar... Fillipy se conformou com a situação, mas Roger não.
Roger resolveu então, vender a sua alma e um espírito ruim exigiu que ele matasse muitas mulheres e para isso mandou que ele fosse até uma boate e matasse todas que lá estivessem; e avisou que sua ex mulher também estaria lá... Então, em alguns minutos ele se transformou em Queroz...
Naquela noite Queroz enrolou uma corrente em seu corpo e dirigiu-se para a boate. Chegando lá viu sua ex mulher junto de algumas amigas, então rapidamente atacou-a e arrastou-a para um lugar afastado, pendurando-lhe em uma árvore enforcando-a. Ao lado de seu corpo deixou o seguinte recado: “Mulheres dêem valor aos seus maridos e não se separem deles, senão o Queroz irá pegar vocês....”.
No dia seguinte mais 32 mulheres morreram misteriosamente durante um black out, no mesmo horário, do assassinato anterior, naquela boate... E assim até hoje todas as esposas que leram o recado temem as palavras do Queroz...

Elias da silva costa – 8º ano
Prof. Daise e Cacate
Escola Municipal Antônio Ribeiro Barroso

A lenda do rei dos gatos


O rei dos gatos era um homem que morava sozinho em uma mansão grande e assombrada. Ele era horrível, com dentes semelhantes ao de um tubarão, rosto peludo igual ao de um lobisomem, corpo de gato, e garras afiadas como uma navalha...
Ele tinha vários gatos que o seguiam por toda parte, obedecendo aos seus comandos... Eram como seus escravos e não ousavam desrespeitá-lo...
O rei dos gatos era um homem maligno, que não gostava de ninguém. Ordenava que em noites de lua minguante, os gatos invadissem as casas e raptassem crianças desobedientes, levando-as para a mansão assombrada. Lá transformava as crianças em gatos com seus olhos de serpente de fogo, tão aterrorizantes quanto as profundezas de um vulcão.
Conta-se que apenas o rei dos gatos conseguira adquirir os olhos de serpente de fogo. E que para encontrar essa serpente, teve que mergulhar nas profundezas da larva do vulcão de Dambo Dick, contando para isso com a ajuda de forças sobrenaturais...
Falam por aí que o rei dos gatos está dormindo a mais de mil anos e que quando o vulcão de Dambo Dick entrar em erupção, ele acordará e voltará com todo o seu poder e exército de gatos e transformará todas as crianças desobedientes em seus escravos.

Fillipy – 8º ano
Prof. Daise e Cacate
Escola Municipal Antônio Ribeiro Barroso

A casa abandonada da rua Dutra


Perto da minha casa, que fica na rua Dutra, tem uma antiga casa abandonada. Sua aparência é assustadora...
A antiga casa está caindo aos pedaços, as portas e janelas de madeira estão completamente estragadas, as paredes descascadas e em algumas partes os tijolos estão à mostra... As plantas do jardim estão secas e as frutas das árvores sempre azedas... O portão da frente tem uma corrente de ferro enferrujada e quando venta forte, escuta-se o ecoar do seu rangido por todas as redondezas, fazendo barulhos assustadores...
Conta-se que há muito e muito tempo atrás morava nesta casa um homem muito misterioso e assustador, que gritava enfurecido com qualquer um que se aproximasse da casa... Ele era barbudo e muito alto... E por não sair de casa, raramente era visto.
Certa vez três crianças da rua vizinha estavam brincando de bola próximas a casa. Quando de repente uma delas chutou a bola com tanta força, que atravessou o portão e acertou a vidraça da janela, espatifando-a...
O misterioso morador da casa estava dormindo, porém com o barulho acordou e ficou furioso... As crianças que achavam que a casa era abandonada haviam entrado em seu quintal para tentar recuperar a bola... Porém se depararam com a figura assustadora daquele homem estranho, que saiu correndo atrás delas... Duas das crianças conseguiram fugir, porém uma delas, uma garotinha, foi pega pelo homem e arrastada para dentro casa...
As duas crianças que conseguiram fugir, correram até a casa dos pais da menina e contaram o que havia acontecido... Então a mãe da menina cega de desespero pegou um facão e junto do seu marido correu para a horripilante casa abandonada...
Ao chegar à casa, os pais viram sua indefesa filhinha acorrentada à uma mesa e exigiram que o homem a soltasse imediatamente... Porém ele se recusou, ameaçando os pais da menina... Descontrolada, a mãe pariu em direção ao homem e lhe deu três golpes com o facão, matando-o imediatamente...
Conta-se que até hoje o fantasma do misterioso morador, assombra à casa abandonada da rua Dutra e nenhuma criança ousa ultrapassar os seus portões, com medo de ser atacada...

Vitória Borges – 8º ano
Prof. Daise e Cacate
Escola Municipal Antônio Ribeiro Barroso

A lenda das três crianças da floresta


Certo dia, um menino chamado Luiz estava andando em uma pequena reserva florestal, próxima à sua casa, pois havia ido fazer um piquenique com a sua família. Foi então, que ouviu um barulho estranho e resolveu ver o que era... Quando se aproximava de onde vinha o barulho, sua mãe o chamou para ir embora. Luiz só conseguiu ver ao longe três pequenos vultos, próximos a uma grande árvore.        
Ao cair da noite, quando Luiz já estava em casa se preparando para dormir, ouviu novamente o barulho estranho, igual ao que havia ouvido mais cedo, vindo do quintal de sua casa. Começou a tremer de medo, mas muito curioso, tomou coragem e foi ver o que era...
Chegando ao quintal viu três crianças, estranhas, com os olhos vermelhos e com as roupas sujas, parecendo que haviam sido queimadas em algumas partes. Resolveu se aproximar para saber porque elas estavam ali sozinhas, tarde da noite e se precisavam de alguma ajuda.
De repente, as crianças começaram a atacá-lo e falaram que se ele não fosse embora naquele instante, iriam devorá-lo. Porém, Luiz não respeitou e as crianças pegaram uma corda, amarraram-no e arrastaram para a reserva florestal, prendendo-o na grande árvore... Então acenderam uma fogueira... Muito aterrorizado, sem entender o que estava acontecendo, Luiz acabou desmaiando.
No dia seguinte quando acordou, ao perceber que estava em seu quarto, deitado em sua cama, ficou muito assustado. Ao observar que em suas pernas e braços havia marcas como se tivesse sido amarrado por uma corda, ficou mais assombrado ainda... Será que havia sonhado?! Mas e aquelas marcas...
Luiz correu até a sua mãe para contar o que havia acontecido. E foi assim que descobriu sobre a lenda das três crianças da floresta.
“Conta-se que em 1898 três crianças haviam saído para brincar na mata e se perderam. Um homem louco que vivia naquele lugar, matou as pobres crianças, amarrou-as à grande árvore, fez uma fogueira e depois devorou-as...”
Até hoje a alma das três crianças vivem perdidas na mata, sendo conhecidas como as três crianças da floresta...
Karolaine – 8º ano
Prof. Daise e Cacate
Escola Municipal Antônio Ribeiro Barroso

20 novembro 2011

Amigas e Amigos da Escola Guido Marlière


Recebi a primeira remessa de histórias de assombração e fiquei muito bem impressionado. Despertou-me a atenção, principalmente, a variedade dos enfoques
(situações) em que os vários tipos de assombração aparecem. Eu não tenho muito a acrescentar, não. Apenas confirmar, como vocês observaram, que os fantasmas surgem, quase sempre, do desconhecimento do fenômeno.
Eu me recordo que na casa de meu tio Sinhô Monteiro, tudo estralava: O assoalho de ripas longas e os antigos móveis de madeira pesada. E algumas vezes, de fato, os estalos davam lugar a gemidos. Ou seria apenas impressão? Enquanto eu procurava associar os ruídos com os móveis presentes, minha mãe grudava-se ao braço da cadeira de espaldar alto e, a caminho de casa, jurava que, mais de uma vez, mãos de veludo haviam tocado na sua canela e nos seus cabelos.
“O Fantasma Zumba” é uma história muito original. Nesse caso, o fantasma é alguém que quer apenas jogar bola. Provavelmente, um fantasma solitário, que sonhava ter companheiros para brincar. Por que então o medo? Provavelmente, resulta do medo que temos do desconhecido e que poderia ter fim com a aproximação entre as partes. O que vocês pensam disso? Agora, eu fiquei assustado mesmo, logo na primeira linha do texto. Quer dizer que para vocês o fantasma assustador tem a ver com o fato de ser preto, pretinho, pretão? Não acredito! Tem algo incorreto aí; me digam vocês mesmos o que é que está errado aí?
Em “Mistério” acontece aquilo que colocamos acima. A curiosidade é utilizada como forma de saber. Quando se sabe, se conhece melhor cada pessoa, cada objeto, e os receios desaparecem. Muito legal! O “Bambuzal” apresenta outra configuração. É uma típica história de mistério, que induz o leitor a desvendar o mistério, o que é muito motivador. E “A Mão no Guarda-roupa” mostra outra variedade de conto de assombração, onde o que parece fantasma não passa de uma interpretação equivocada de um fenômeno. Como a minha mãe na casa de meu tio.
A “Assombração Assombrada” é uma história clássica, em que a assombração fica um pouco gratuita. Acredito que a história ganharia pontos importantes se a aparição de Mariquinha servisse, por exemplo, para salvar o personagem Ricardo, naquele ambiente tenebroso. Ele vai dali até em casa agradecendo à mulher, que havia desaparecido após a intervenção e ao chegar ao lar topa com a novidade: fora salvo pela mulher que naquele momento já  havia morrido. “O Acampamento Sombrio” é outra variedade de conto, que resulta de um princípio moral, segundo o qual toda desobediência deve ser castigada.
No caso da “Fazenda mal Assombrada”, um bom achado,  as assombrações são inventadas para amedrontar as pessoas e fazer com que se afastem do local.  Muitos monstros e fantasmas foram criados  para afastar os curiosos do local de grandes jazidas de ouro e ou diamantes. No Assuruá, Bahia, fonte de muita riqueza no século XVIII, dizem que as riquezas ainda enormes do lugar são guardadas pela Mãe da Sucuriú, que poderia acabar com a população da cidade só com o seu bafo.
E por fim “O Homem do Dedo Torto”  , outra variante de caso de assombração, em que a experiência lógica não é sequer cogitada. O que equivale dizer: com assombração tudo é possível e Fim.
Parabéns a todos. Estou realmente empolgado com a incrível variedade de assombrações que vocês criaram. E estou certo de que ainda irão muito mais longe. Já estou ansioso pela leitura.

Beijos e Abraços a Todos
Galdino
     SP.20.11.2011

19 novembro 2011

O Fantasma Zumba


Zumba era um fantasma assustador. Ele era preto,pretinho e pretão ...
Morava numa casa assombrada e caminhava arrastando uma enorme corrente.
Num dia ensolarado, Marina, Helbert e Emanuel jogavam bola na rua, bem frente à casa assombrada.
Emanuel chutou a bola com tanta força, que a bola quebrou a vidraça da janela e foi parar dentro da casa.
Os meninos ficaram apavorados. Que fazer: enfrentar o fantasma ou ficar sem a bola?
Imediatamente Marina decidiu:
- Vou buscar essa bola.
- Nós também vamos-disseram Helbert e Emanuel.
Quando eles abriram a porta, levaram um enorme susto. Zumba brincava com a bola.
- Poooorrrrr favoorrrrr, você pode devolver a bola?
- Nãããããõoooo! Eu também quero brincar!
Os meninos se entreolharam e saíram gritando:
- Socorrooooooo! Um fantasmaaaaaaaa!
Eles correram, correram... até chegarem perto do rio. Desceram na margem do rio e se esconderam debaixo da ponte.
Passado um tempo e o medo, eles saíram de lá.
- Nunca mais quero jogar bola perto da casa assombrada - disse Herbert.
- Nem eu - disse Marina.
- Não volto nunca mais naquela rua - disse Emanuel.
- Herbert e Emanuel, vamos brincar na pracinha? Lá sim é um lugar seguro.
- Vamos!!!
Naquele dia eles brincaram e se divertiram pra valer... Quando a noite chegou... O sono não chegou e os três meninos viam o Zumba em toda parte da casa.
- Saí daqui fantasma!!!!

Alunos do 3º ano - Profª Joana
E.E. Guido Marlière

O mistério


Quando eu era um menino bem pequeno, morava com a minha mãe na roça.
Um dia perguntei a ela o que era o brilho e o som que sempre vinham atrás da montanha. Ela não quis me dizer, mas eu fiquei perguntando e perguntando, até que um dia ela me deu uma pista.
Era um bicho que ela também tinha medo, mas não me disse tudo. Um dia ela cansou de me ouvir perguntar e disse:
- Filho, vou te dizer, mas você não vai gostar! É um fantasma horrível, que só aparece para deixar as pessoas tristes, ele sobe do chão e tem três olhos.
Realmente não gostei, mas matou minha curiosidade e nunca mais perguntei.

Andrey, Ruan, Juan,Sara e Lucas - 3º ano - Profª Joana
E.E. Guido Marlière

18 novembro 2011

O Bambuzal


Minha mãe conta que quando ela tinha minha idade, todas as férias ela ia para a casa de sua avó, na roça. E quando estava lá gostava de ir brincar na casa de uma amiga que ficava um pouco distante em uma pequena vila. O problema era que no caminho tinha um bambuzal e ele era grande e muito escuro. Sua avó contava que no meio dele havia um espantalho que era muito estranho e que ele tinha sido colocado ali por uma família que foi assassinada por ladrões de gado. Conta-se que o bambuzal é mal assombrado e que o espantalho é o seu guardião. Há quem diga que todas as pessoas que nele entraram para ver o espantalho nunca mais foram vistas. Há um mistério naquele lugar, alguém topa desvendá-lo? Eu sei que eu não!

Alunos do 5º ano - Profª Genoveva
E.E. Guido Marlière

A mão no guarda-roupa


Quando fui dormir na casa da minha colega ela me contou que o primo dela era sonâmbulo, então decidimos ficar acordadas para ver se ele andava mesmo enquanto dormia. Estávamos conversando quando ouvimos o barulho de uma porta se abrindo. Quando olhamos, vimos uma mão saindo de dentro do guarda-roupa. Começamos a gritar enlouquecidas e enfiamos todas debaixo das cobertas. Depois que vimos aquela mão nós não conseguimos dormir sossegadas, só dávamos umas cochiladas. Quando levantamos com o dia já claro, percebemos que quando o ventilador ventilava no guarda-roupa e um pedaço de uma saia se levantava formando tipo uma mão. Ficamos com menos medo, mas não conseguimos descobrir até hoje se o primo dela é sonâmbulo ou não.

Alunos do 5º ano - Profª Genoveva
E.E. Guido Marlière

16 novembro 2011

A assombração assombrada


Era uma vez uma senhora que se chamava Maria e o seu marido que chamava Ricardo:
D.Maria falou:
- Ricardo, vá lá na cidade comprar: macarrão, feijão, arroz e carne para mim.
-Tá, já estou indo Maria.
Era uma noite muito bonita, mas quando ele chegou à cidade começou a chover.
Quando foi embora a ponte que tinha para atravessar o rio caiu e era uma altura muito grande. Ricardo viu uma amiga da esposa dele do outro lado e disse:
- Mariquinha, como você conseguiu atravessar a ponte?
Ela não respondeu e saiu andando. Ricardo não entendeu nada e foi dar seu jeito de atravessar o buraco. Viu que não era possível o cavalo pular, então teve que passar por outro caminho que era ainda mais longe.
Quando chegou em casa e falou:
-Maria, cheguei! E eu vi sua amiga a Mariquinha lá perto da ponte que caiu.
-Mas homem, ela morreu.
-Que dia?
-Hoje, quando você saiu, por quê?
-Aí meu Deus, eu a vi na ponte, será que eu vi uma assombração? Credo em cruz!!!!!!!

Alunos da prof. Selma
E. E. Guido Marliére


O acampamento sombrio


Certo dia, um grupo de amigos resolveu acampar numa floresta. Quando estavam indo para esta floresta avistaram um senhor  que disse:
- Cuidado, essa floresta é mal assombrada.
Os garotos nem deram confiança e seguiram em frente.
Chegando lá, armaram suas barracas e foram dormir. De madrugada um dos garotos ouviu um barulho, acordou assustado e foi ver o que era, mas não viu nada e continuou ouvindo coisas estranhas.
Ele resolveu acordar os amigos para avisar que havia alguma coisa na floresta. Eles seguiram o barulho e chegaram a uma cabana e não é que deram de cara com o velho que avisou sobre a assombração?
O velho começou a rir e disse:
- Vocês não sabem o risco que estão correndo aqui, porque esse é meu território. Avisei que não era para entrarem na floresta. Agora irão conhecer o mau.
De repente, começou a virar uma aberração terrível e os garotos saíram correndo para nunca mais voltar.

Alunos da prof. Selma
E. E. Guido Marliére

15 novembro 2011

A fazenda mal assombrada


Era uma vez uma fazenda mal assombrada muito rica. Era uma fazenda de café.  Uma vez o capataz da fazenda começou a desconfiar que o café estava desaparecendo. Ele notou também que estava morrendo muita gente por ali porque quase todos os dias passava um enterro. O capataz  desconfiado resolveu ir ao  enterro daquele dia e ele foi armado. Sacou sua arma, parou o enterro e mandou abrirem o caixão para ver o morto. Para sua surpreza o caixão estava cheio de café. E assim ele descobriu que ninguém morria por ali há muito tempo, o que eles levavam era o café da fazenda.
      
Alunos da professora Edilena da E. E. Guido Marlière

O homem do dedo torto

Nossa professora contou uma história de assombração muito interessante que gostaríamos de contar para você, Galdino.
Quando criança ela morava numa casa que diziam ser mal assombrada.  E lá, todos sabiam que não se devia dar tiros em assombração porque coisas estranhas aconteciam.

Só que nesta casa tinha um pequeno buraco na porta por onde contavam, as assombrações entravam e depois se tornavam grandes lá dentro.
Um dia seu pai, que jamais acreditou nesta história, deu um tiro em uma criaturinha que entrava pelo buraco. Sabe o que aconteceu?! 
O tiro voltou contra o dedo dele e o dedo dele ficou torto. E ele aprendeu uma lição: Nunca mais atirar em assombração. Você pode não acreditar, mas os irmão mais velhos de nossa professora juram que viram esta assombração. 


Alunos da professora Edilena da E. E. Guido Marlière

07 novembro 2011

Querido Galdino!


Adoramos o desafio!

Fica assim, então: cada turma de alunos irá contar uma história com diferentes assombrações e postaremos aqui no blog. Não vale assombração conhecida, tem que ser assombração nova. Quando já tiver um número razoável de histórias você dá o seu parecer. Pode ser?!

Um beijo mineiro e assustador para você.

Alunos Escritores do Escrevendo com o Escritor

06 novembro 2011

Desafio de escrita do Galdino


Olá, garotada, eu estou preocupado porque o tempo está correndo e ainda não temos o tema sobre o qual vamos escrever. Como é difícil escrever com tantas cabeças! Então, vou dizer o que passa pela minha.
Tenho paixão por índios, mas vocês já tiveram um índio de verdade aí, falando com vocês, escrevendo com vocês. De qualquer modo, imagino que ele falou como índio dentro da comunidade índia e eu imagino a história que podemos escrever, vendo os índios de fora, de forma não preconceituosa.
Outra paixão que tenho é a mitologia, mas reconheço que não é fácil fazer uma história de ficção original com mitos, a não ser que a gente decidisse adaptar um mito para o nosso tempo, por exemplo.
No entanto, sendo sincero, me sinto mais atraído por outro tema, que sei que criança gosta e jovens também. Até já pensei em escrever algo assim como “Minha coleção de assombrações”. Eu nasci numa fazenda, acho que vocês já sabem, e cansei de ouvir histórias de fantasmas e sobrenaturais. Nem deve ser novidade para vocês. A gente ficava de cabelo arrepiado, mas não se desgrudava das contadoras de história. Se pensarmos um pouco, e criarmos também, em pouco, teremos uma coleção de dar inveja. Aí só precisamos de um enredo para botar todas as assombrações num grupo.
O que acham?
Beijos e abraços a todos.
Galdino

04 novembro 2011

Minhas amigas e meus amigos do Escrevendo com Escritor


Antes de tudo, queria dizer a vocês todos que será uma enorme satisfação escrever junto com vocês e, naturalmente, este será apenas o ponto de partida para nos conhecermos melhor. Pela mostra que deram nos bilhetes enviados, deu para perceber que não vai faltar munição para o texto que está a caminho. Gostei das opiniões e expectativas no ar.
Vinicius e Davi, pelo menos vocês esperam que este venha a ser um momento muito marcante para mim.Se vocês soubessem, para mim ele já se tornou marcante, pois é a primeira vez que vou dividir um texto com alguém. Nunca escrevi nada junto, até já rejeitei convite. Já acho difícil escrever sozinho, que dirá com vários autores!
Natália (Duarte), agradeço por ter adorado a história do “Perdi meu Amor” e por tudo que você disse. Você é muito gentil, é demais mesmo! Só não entendi bem quando você pede para escrever mais histórias divertidas. Puxa, garota, aquele menino perdido vê a garota mais linda que já tinha visto, ela vai embora sem que ele saiba para onde, e você achou a história divertida? Coitado daquele garoto e dos que se aproximarem de você!
E você Murilo, bem você pelo menos manteve a esperança de que o garoto tivesse reencontrado, um dia, aquela garotinha. Infelizmente, a história não dá muita chance para eles, concorda? Ela pode ter ido para vários lugares, poderia estar voltando de outro lugar, de modo que seria muito complicado redescobri-la. Pra eles se reencontrarem, só mesmo se fosse em alguma novela da tevê Globo! Ali, tudo é possível, tudo acontece.
Pedro, Vitor, realmente, ganhei vários prêmios, mais de 20 com certeza, quase 30, no Brasil e fora, em outros países. No entanto, eu acho que o melhor prêmio que um escritor pode conquistar, principalmente aqui, em nosso país, é ter leitores para os nossos livros. E este é o prêmio que eu mais gostei, a escolha dos leitores.
Ah, finalmente, sabia que não faltaria. Gustavo e João Victor, tenho mais de 60 livros publicados e uns 5 ou 6 que vendem muito mais que todos os outros. São eles: O Fantasma que falava Espanhol, A Vida Secreta de Jonas, O brinquedo Misterioso, O Destino de Perseu, Os Cavaleiros da Távola Redonda e, para crianças bem crianças, O Mágico Errado. Gosto de ver livros tão diferentes entre os meus mais lidos, mas gosto muito de outros, que não sei por que, não estão entre os mais lidos.
É isso, amigas e amigos. Da Isabelle e Maria Júlia até o Walesson e Daniel, a todos sem exceção, mando beijos, abraços e um mundo de alegria por estar prestes a conhecer cada um de vocês.

Galdino

05 outubro 2011

Luiz Galdino é quem escreve conosco neste bimestre


        Oi meninos e meninas de Cataguases! Um pouquinho de minha história para vocês começarem a me conhecer.
Sou paulista de Caçapava, Vale do Paraíba, onde vivi até os 17 anos. Depois de correr muito mundo e viver em muitos lugares, radiquei-me na Capital e até hoje vivo em São Paulo, cidade que aprendi a gostar até naquilo que as pessoas costumam achar defeito. Continuo viajando muito, participando de encontros com leitores ou pesquisando Pré-história brasileira, mas sempre volto a São Paulo.
      Atuei 25 anos na área de Comunicação Social, especialmente em Criação de Publicidade, área em que conquistei minhas primeiras premiações. Meu sonho, desde criança, era a literatura. No entanto, foi somente muito perto dos 40 anos que algumas premiações em concursos literários possibilitaram as primeiras publicações. Comecei minha carreira, publicando livros de ficção para adultos, entre os quais “Urutu Cruzeiro” (contos), Prêmio Nacional do Clube do Livro, São Paulo; e “O Príncipe da Pedra Verde” (romance), Prêmio Literário Nacional do INL, Brasília, D.F.
      Entretanto, foi entre jovens e crianças que encontrei os melhores cúmplices para minhas histórias, entre elas: “Terra Sem Males”, Prêmio Jabuti da Câmara Brasileira do Livro, São Paulo; “Sacici Siriri Sici”, Prêmio João de Barro, da Prefeitura de Belo Horizonte; e 5 obras, entre as quais “Os Cavaleiros da Távola Redonda” e  “Os Cavaleiros do Graal”, selecionadas entre as melhores do ano pela Biblioteca da Juventude de Munique, Alemanha; e indicadas para a Feira de Bolonha, Itália. E “Saruê Zambi” foi selecionada para compor o catálogo das “Melhores Histórias de Guerra e Paz de Todos os Tempos”, daquela Biblioteca alemã.
      Enquanto isso, a formação em Artes me levou a publicar, também, obras de não-ficção (Pré-História), como “Itacoatiaras: uma Pré-história da Arte no Brasil”, “A Astronomia Indígena” e “Peabiru: os Incas no Brasil”, que conquistou o Prêmio Clio da Academia Paulistana de História. Hoje, são mais de 60 histórias publicadas, inclusive no México e Estados Unidos; e enquanto umas se tornaram material de leitura em universidades japonesas e americanas, outras inspiraram teses universitárias na Holanda e Brasil.
         Será um prazer dividir minhas histórias e poder escrever em parceria com vocês, meus novos amigos.

Um abraço, do Galdino!

04 outubro 2011



Daniel Munduruku é bom de papo!! Sabe contar histórias como ninguém!!! Aprendeu com seus pais e seus avós. É tradição! Estão explicadas as carinhas sorridentes em todos os registros. Acredito que estamos todos felizes com o resultado. Gosto de ver a emoção dos escritores que passam por aqui e das crianças. Mas ultimamente, ando de olho em outro público. Os professores e a equipe do Instituto Francisca de Souza Peixoto abordam os escritores como crianças. Estas por sua vez andam compenetradas, preocupadas com questões como a abordagem histórica que os indígenas deram para a colonização do Brasil ou a proteção das florestas, rios e animais. Olhares à parte o que importa na verdade, é que todos se envolvem ao lerem, criarem histórias e obras de arte, teatrarem, dançarem, cantarem.  Sou muito grata a todos e mais ainda por fazer parte disto tudo.
Mais uma vez tivemos uma finalização de projeto muito agradável, graças a estes milhões de pessoas que se dispõem a trabalhar e tornar tudo isto possível. Desta vez não vou citar nomes como fiz no último encontro. Estou com medo de esquecer alguém, o que seria imperdoável. Apenas agradeço humildemente o trabalho, e parabenizo a competência destes que fazem tudo isto possível.
Alegremo-nos!!!!
Que venha Luiz Galdino!
Andrea

Na verdade, tudo não passou de um grande susto. A sombra não era de nenhum monstro. Era só o reflexo do nosso amigo caçador que ficou prá trás e desesperado tentava nos encontrar. Percebemos que tudo não passara de um grande susto, então resolvemos nos acomodar na casa para passarmos a noite. Ainda meio assustados, adormecemos.

        No dia seguinte, antes dos primeiros raios de sol, acordamos e pudemos explorar aquela linda casa. Tudo era mesmo encantador, mas o estranho é que ninguém morava lá.
Resolvemos partir para continuarmos nossa caçada. Para a nossa surpresa, quando afastamos uns cem metros, viramos para trás e a casa simplesmente havia desaparecido. Ela era sim, uma casa mágica que surgia apenas para abrigar os que se perdiam na floresta e os seus segredos jamais foram revelados.

Alunos Profª Edilena - 5º ano E.E. Guido Marliére

... Próft. Lá estávamos no maior sufoco e com muito medo. Raios começaram a cair e as janelas batiam. Vinha em nossa direção uma sombra que arrepiávamos da cabeça aos pés, foi quando demos falta de um dos nossos amigos e nesse instante lembramos que para vencermos o medo tínhamos que lutar. De repente uma força nos envolveu, pegamos nossas armas e ficamos atentos, a sombra cada vez mais próxima e nós nos perguntando, onde será que nosso amigo foi parar? Num instante tudo parou e o silêncio tomou conta do ambiente, ouvimos um grito horripilante, e percebemos que a sombra havia sumido.

Alunos Profª Genoveva - 5º ano E.E. Guido Marliére

Pensamos que talvez fosse uma brincadeira de um menino, mas não era. Mesmo assim, decidimos entrar na casa para ver o que havia dentro. Porém, antes, precavidos, pegamos nossos arcos e flechas. Ao entrarmos na casa ouvimos passos. De repente, a porta se fechou fazendo um imenso barulho...

Alunos da Prof. Joana– 3º ano E. E. Guido Marlière

Capítulo IV - A casa mal assombrada


Meu avô contava a história de uma casa que era habitada por espíritos da floresta. Ele mesmo a conheceu. Um dia contou que esse havia sido a pior noite de sua vida. Ele disse:
“Um dia, eu tinha saído para caçar com vários parentes. Adentramos na mata bem distante, mas aquele dia não havia sido muito bom, pois nada matamos. Decidimos, então, passar a noite por ali mesmo assim, no dia seguinte, poderíamos continuar nossa caçada.
Procuramos um lugar bem sossegado, longe dos perigos para podermos levantar nosso acampamento. Quando encontramos, um dos nossos caçadores avistou ao longe um fio de fumaça que subia além das árvores. Achamos que poderia ser algum parente que morasse por ali. Para nós isso era um alívio, pois nos tirava a obrigação de ter que fazer vigilância durante a noite. Decidimos ir lá pedir um lugar para passar a noite.
Seguindo o sinal da fumaça chegamos logo ao local. Uau! Era a casa mais linda que eu já havia visto. Meus amigos também ficaram admirados. Como alguém iria construir uma casa assim no meio da floresta? Quem seria seu dono? Será que a gente poderia mesmo entrar?
Estávamos ainda pensando nisso quando a porta da frente se abriu sozinha. Não vimos ninguém por perto que soubesse de nossa presença por ali. Confesso que fiquei assustado, mas também curioso.
O que deveríamos fazer?
Daniel Munduruku


03 outubro 2011


Imediatamente peguei meu muyraquitã e mostrei ao guardião da Caverna dos Animais do Poder.
- Fique tranquilo. Eu farei tudo que for preciso.
Saí em seguida para cumprir minha missão.
No meu caminho muitos perigos enfrentei e fiquei muito assustado com a areia engolideira. Tive muita dificuldade em atravessar, mas com passos lentos e firmes, com meu talismã consegui fazer essa travessia.
Logo após a descida do grande morro, avistei um cão. Seus dentes grandes e pontudos, seu pelo preto e grosso me assustaram. Pensei em voltar e me esconder nas árvores, porém uma grande força nos unia.
Caminhei em sua direção guiado por essa força. Ele também vinha em minha direção. Quando estava bem próximo eu já podia até ouvir sua respiração ofegante.
O cão cheirou minhas mãos, meu corpo e tocou com a pata o lado esquerdo do meu peito. O pulsar do meu coração indicou que a partir deste momento estaríamos unidos por toda a minha vida.
Continuei meu caminho e o cão sempre ao meu lado.
Durante a volta para casa fui defendido pelo meu guardião.
Agora sabia que para sempre eu estaria protegido e meus medos desapareceriam.

Alunos da Profª. Joana – 3º ano – E. E. Guido Marlière

19 setembro 2011

Evilyn e Ana Paula - Profª. Clébia - E. E. Guido Marlière
... eu enfrentasse grandes perigos: o primeiro seria lutar contra o mau, o segundo atravessar um campo de plantas carnívoras, e só assim no final eu encontraria o meu Animal de Poder.
Mas não era fácil, eram muitos os perigos.  Estava quase desistindo quando Mandaraka me disse:
- Meu filho, tudo isto é muito perigoso mesmo, mas você pode conseguir usando seu amuleto da sorte. E então, o que me diz?

Alunos da Profª Carmem – 2º ano – E. E. Guido Marlière

16 setembro 2011

Vitor César e Augusto - Profª. Selma - E. E. Guido Marlière
Pensei que talvez ele pudesse fazer um ritual e invocar os bons espíritos e assim meu animal apareceria. Estava ansioso por encontrá-lo, afinal meu pai havia me dito que ele se tornaria um grande amigo. Mas Mandaraka disse que para eu conseguir encontrar meu Animal de Poder seria necessário que ...

Alunos da Prof. Wilma– 4º ano E. E. Guido Marlière
Gabriel Oliveira e Iago Clemente - Profª. Lenir - E. E. Guido Marlière
Olhei bem e vi na minha frente um velho índio, que carregava um tacape. Nele estava presa uma cabeça de jacaré com uma enorme boca.
Espantado, perguntei:
- Quem é você? O que quer de mim?
Ele me olhou calmamente e respondeu:
- Eu sou Mandaraká, o guardião da Caverna dos Animais do Poder. Estou aqui para ajudá-lo a achar seu Animal do Poder, pois aqui não estão somente os ossos de animais que deram seu poder a muito de seus ancestrais, mas o espírito de cada um deles.
Depois de escutá-lo,pensei: “Como ele poderia me ajudar?”

Alunos da Prof. Márcia– 4º ano E. E. Guido Marlière

Capítulo III - O misterioso animal de poder

Isabella e Suehllen - Profª. Genoveva - E. E. Guido Marlière
Outro dia meu pai me esperou acordar para dizer que havia sonhado que minha hora de sair em busca do meu Animal de Poder havia chegado.
Não sabia se ficava alegre ou triste. É que quando este sonho aparece é como se um sinal fosse dado para dizer que eu já era quase um homem feito, um adulto.
Vi que meu pai estava contente, mas um pouco preocupado. Ele sabia dos riscos que isso trazia. O Animal de Poder é o ser ancestral que nos protege. Cada pessoa tem um, mas ele só se mostra quando a gente está preparado para encontrá-lo e isso me trazia a necessidade de ir ao seu encontro dentro da mata.
- Você sabe dos riscos, não é? – perguntou meu pai naquele dia.
- Você me ensinou a não ter medo, pai. Você me preparou para esta hora.
- Sua mãe está aflita. Não para de chorar.
- Sei disso também. As mães sempre choram quando os filhos crescem, não é mesmo?
Meu pai sorriu e me abraçou carinhosamente. Fez o gesto para esconder duas lágrimas que lhe caíam no rosto e que não queria que eu as visse. Depois disso deu-me um cesto com algumas frutas e disse para eu partir. Passei por minha mãe que veio ao meu encontro e também me abraçou me encharcando o rosto com suas lágrimas. Resisti àquela emoção toda sem demonstrar que meu coração estava chorando também. Como quase um homem que eu era, a afastei gentilmente e me pus a caminho.
Na primeira parte daquele dia não encontrei nem sinal do meu Animal e também nada de novidade. Era um caminho que eu já conhecia de tantas vezes ter por ele passado. Na parte da tarde, no entanto, pressenti um frio percorrendo meu corpo. Algo estava por acontecer. Quis procurar um lugar para me esconder, mas já era tarde demais. Quando notei já estava diante de uma enorme boca que ameaçava me engolir. O susto foi tanto que caí para trás e bati a cabeça na raiz de uma árvore. Na mesma hora desfaleci.
Quando acordei já não estava mais no mesmo lugar. Fiquei apavorado ao notar a existência de ossos ali perto de uma enorme fogueira. Por um minuto , enquanto tentava me recuperar, fiquei me perguntando: onde será que estava? Quem me havia trazido para aquele lugar? O que teria acontecido enquanto eu dormia?

Daniel Munduruku

14 setembro 2011

Recadinhos do Daniel para vocês, crianças

Gabriel, Giovanni, Ruan e Felipe - Profª. Joana - E. E. Guido Marlière

- Ela o chamou. Ela é sua.  Seu amuleto da sorte está mergulhado na lagoa que está ali dentro.
Me aproximei do centro da gruta e notei que havia uma pequena lagoa no centro. Olhei para trás e vi que meu pai me incentivava a continuar. Avancei um pouco mais até tocar na água esverdeada. De repente, levei um susto danado. De dentro saltou um imenso sapo. Com a rapidez do pulo acabei caindo de costas. Meu pai quase se desmancha de tanto rir enquanto eu tentava me recuperar do susto. Depois ele parou e fez um gesto para que eu continuasse. Fiz isso e ao tocar com as mãos na água tive que me aproximar ainda mais, pois lá do centro notei um brilho esverdeado. Era meu amuleto. Fui até lá e o coloquei na mão e a apertei. O objeto brilhou ainda mais em minhas mãos. Lá fora meu pai apenas sorria.
- Este é seu amuleto, meu filho. É seu muyraquitã. Ele o protegerá contra todos os males do mundo.
Dito isso, veio ao meu encontro e me abraçou feliz.

Daniel Munduruku

13 setembro 2011

Bianca e Maria Clara - Profª. Márcia - E. E. Guido Marlière

Ele aproximou a canoa até a margem, descemos e fomos andando mata adentro... De repente, no meio da floresta, surgiu um clarão do interior de uma caverna. Era a caverna mais linda que já vi em toda minha vida. Tinha um formato muito diferente de todas as outras, parecia um rosto de um índio. Fomos nos aproximando e quando chegamos na entrada da caverna a surpresa ainda foi maior: as paredes eram feitas de cristal com vários símbolos indígenas esculpidos por toda parte. Nunca havia me sentido tão seguro em outro lugar antes, naquele momento eu estava completamente conectado com meus antepassados.
Então, eu não tive dúvidas e falei para meu pai:
- Aqui é meu porto seguro!
Meu pai muito emocionado, disse: ...

Alunos das Profª. Daise e Cacate– 6º ao 9º ano E. M. Antônio Ribeiro Barroso

12 setembro 2011

Crislene - Profª Daise e Cacate - E. M. Antônio Ribeiro Barroso

Que existia também uma enorme pedra, que atrás dessa pedra passava um rio e que eles acreditavam que dentro deste rio poderia estar o amuleto. Eles já tinham visto um brilho lá no fundo, que às vezes apagava e não dava pra enxergar direito porque a correnteza era muito forte. Estava pensando nisso, quando meu pai me chamou e  disse:
- Está na hora de conhecer seu porto seguro.

Alunos da Prof. Clébia– 2º ano E. E. Guido Marlière
Fillipy - Profª Daise e Cacate - E. M. Antônio Ribeiro Barroso

Imaginei um lugar na floresta com vários animais, frutas e uma enorme oca cercada de cipó. O amuleto estaria escondido num lugar secreto, onde eu jamais saberia se não pudesse contar com a ajuda dos meus amigos. Sabem o que eles disseram?

Alunos da Prof. Renata– 3º ano E. E. Guido Marlière


Capítulo II - Atrás do amuleto da sorte.

Gabriela, Renato, Iara, Pedro, Igor e Taynara - Profª. Carmem - E. E. Guido Marlière

Meu pai dizia que é importante que cada pessoa tenha um amuleto da sorte.  Com ele a gente pode se defender dos perigos da floresta. E foi assim que consegui o meu.
No dia em que completei 09 anos meu pai me tomou nas mãos, me colocou na canoa e disse que iria me levar a um lugar onde eu poderia achar meu amuleto. Esse lugar seria o meu refúgio, lugar onde eu precisaria ir sempre que me sentisse tristonho. Eu quis saber onde era o local, mas ele disse que não poderia me dizer naquele momento. Fiquei pensando que lugar seria esse? Como seria lá?

Daniel Munduruku

02 setembro 2011

Eduardo e Lucas - Prof. Edilena - E. E. Guido Marlière
Meus amigos mostravam muito receio. Eu estava bem. Fiquei tranquilo. Meu avô havia me ensinado a distinguir assobios. Aquele não era do curupira. Eram nossos parentes que estavam à nossa procura. Devolvi o chamado com um assobio que ajudasse na orientação de como poderiam chegar. Minutos depois eles já haviam nos encontrado. Foi uma festa só! Meu pai me carregou no colo e gritou: - meu menino já é um homem!
Confesso que não entendi direito. Meus amigos também não.
Fomos levados direto para a aldeia. O pajé – nosso avô que nos cura – foi chamado para nos receber. Trouxe consigo seu maracá e passou a chacoalhá-lo sobre nossas cabeças. Dizia palavras antigas, mágicas. Depois voltou-se para toda a comunidade que o rodeava:
- Nossos pequenos guerreiros passaram no teste. Mostraram coragem, determinação, força, garra e espírito de equipe para sobreviverem a um perigo que os estava rodeando. Eu pude verificar pelo som do maracá que eles estão bem, com saúde, mas um pouco assustados. E tudo isso porque de nada sabiam sobre o teste porque estavam passando.
Quando o pajé acabou de dizer estas palavras é que consegui entender tudo. Chamei meus amigos e juntos fizemos uma grande festa. Mas, afinal, nós tínhamos visto as pegadas do curupira?
Meu pai nos chamou a um canto e disse para todos nós:
- Sim, crianças, vocês viram as pegadas do curupira e sobreviveram a elas. O curupira é um ser da floresta, um espírito que caminha entre os homens de forma invisível. Só os que têm espírito puro podem vê-lo e sobreviver. É por isso que ele protege as crianças e os animais. Na verdade, vocês não estavam perdidos na floresta. Estavam sendo conduzidos pelo curupira para resistirem a este teste que todos os meninos passam um dia. Fiquei alegre justamente por isso. A coragem e o espírito de grupo os manteve espertos. As pegadas do curupira, os manteve vivos.

Daniel Munduruku

29 agosto 2011

Víctor César e Augusto - Prof. Selma - E. E. Guido Marlière

Ao seguir as pegadas, fomos entrando cada vez mais mata adentro. As pegadas iam aumentando e os perigos também. Nunca tínhamos andado por aqueles lados. Ouvimos barulhos estranhos e desconhecidos. Para piorar, começou a chover forte e a enxurrada quase nos carregava.
De repente, as pegadas sumiram e começamos a escorregar num amontoado de folhas e fomos parar num imenso buraco. Ouvimos novamente o assobio. E o pior: a noite já se aproximava...e aquele assobio estava cada vez mais próximo da gente.
Pensamos: o que fazer?

Alunos da Prof. Edilena – 5º ano e Daniel Munduruku
E. E. Guido Marlière

25 agosto 2011

Gilsimara e Carolina - Prof. Lenir - E. E. Guido Marlière

Na verdade, não conseguimos enxergar bem o que era, e isto nos deu mais medo ainda. Olhamos uns para os outros tentando encontrar uma resposta, mas nenhum de nós conseguia entender o que se passara. Teria sido apenas uma miração? Mas como poderia ter sido apenas uma miragem quando todos nós vimos a mesma coisa? Tinha algo errado.
Depois de um pouco de debate resolvemos voltar para conferir com nossos próprios olhos. Nada. Meus amigos e eu ficamos assustados. Com medo mesmo. Ainda assim vasculhamos em todos os cantos da mata e nada vimos.
Foi então que percebemos que estávamos perdidos e começamos a andar sem rumo. Depois de caminhar por dois sóis e duas luas encontramos umas pegadas. Na esperança de encontrarmos o caminho de casa começamos a segui-las.

Alunos da Prof. Selma – 5º ano e Daniel Munduruku
E. E. Guido Marlière

22 agosto 2011

Pâmela, Júlia, Welerson, César, Augusto e Victor César - Prof. Selma - E. E. Guido Marlière

De repente vimos uma “coisa estranha”: cabelos vermelhos como fogo, os pés ao contrário e na mão uma flecha. Ele afugentava um caçador que tocaiava um tigre. Estávamos assustados, mas tivemos coragem bastante para correr. A uma certa distância olhamos para trás e adivinha quem estava nos seguindo?

Alunos da Professora Lenir - 5º ano
E. E. Guido Marlière

17 agosto 2011

Aventuras na Floresta

Meu nome é Koru. Tenho 09 anos de idade. Meu povo vive na floresta.


Recentemente passei a ser um bekit-kit. Quer dizer, menino-quase-homem. Nesta fase de minha vida irei me preparar para tornar-me um homem adulto. Isso deverá levar uns cinco anos. Por enquanto estou isolado da convivência com meu povo. É um ritual. Faz parte da tradição. Durante estes primeiros meses terei que ficar convivendo com meus amigos da mesma idade. Eles e eu iremos ser instruídos nas coisas do nosso povo. Somente os homens irão ter contato direto conosco. As mulheres nos ensinaram muitas coisas legais, mas agora são os homens que irão nos orientar para a vida adulta.
Enquanto estamos reunidos na casa-dos-homens temos que contar algumas histórias para distrair nossos amigos e treinar, assim, nossa memória. Acontece, porém, que os amigos precisam ajudar a tornar a história ainda mais atraente e interessante. Espero contar com vocês também, ok?

Capítulo I - As pegadas do curupira

Murilo e João - Prof. Joana - E. E. Guido MArlière

Logo de início quero começar a história sobre o dia em que encontrei com o curupira.
Foi a coisa mais horripilante que aconteceu comigo. Foi assim.
Todos os dias saía com minha mãe para ir à roça. Ficava mais ou menos duas horas de distância da aldeia. Isso porque a gente vai plantando a roça para durar no máximo duas estações. Depois disso a gente muda a roça de lugar. Aí ela vai ficando cada vez mais longe.
Num desses dias estavam comigo três outros amigos. Fomos para a mata catar coquinho tucum para fazer enfeites. As mulheres ficaram na roça. Sempre fazíamos isso. Não havia perigo porque já conhecíamos o terreno.
Já tínhamos entrado na mata quando ouvimos um assobio. Achamos que eram as mulheres porque o assobio foi seguido por risadas. Estranhamos um pouco, pois vinha do lado oposto ao que estávamos. Meus amigos não viram nenhum perigo e fomos em direção do assobio.

[E agora? Para onde vai nossa história?]

Xipat Oboré (Tudo de Bom!)
Daniel Munduruku

15 agosto 2011

Nossa proposta de escrita

Ei, Daniel! Estamos muito felizes com sua atenção conosco! Todos adoraramos a ideia de escrever histórias que contem aventuras na floresta. Gostaríamos de te pedir para que comece a(s) história(s), pode ser?
Então propomos o seguinte: Você começa a história, ela passa pelas turmas, volta para você, você escreve de novo e volta para gente - Veja o roteiro que fizemos logo abaixo - Pensamos também que poderíamos escrever diferentes histórias e se você topar, quando a primeira voltar para você, você termina e começa uma nova até chegar na turma da professora Genoveva. Então, qual das duas formas acha melhor? Ufa!!! Vai ser cansativo, mas daremos conta.
Abraço da Andréa, das professoras e de toooooodas as crianças.


Roteiro de Escrita Colaborativa entre as crianças de Cataguases e Daniel

Início da História - Daniel
1ª parte - Turma prof. Lenir 5º ano
2ª parte - Turma prof. Selma 5º ano
3ª parte - Turma prof. Edilena 5º ano
4ª parte ou fim e início de nova história - Daniel
5ª parte - Turma prof. Renata 3º ano
6ª parte - Turma prof. Clébia 2º ano
7ª parte - Turma prof. Daise 6 ao 9º ano
8ª parte ou fim e início de nova história - Daniel
9ª parte - Turma prof. Márcia 4º ano
10ª parte - Turma prof. Carmem 2º ano
11ª parte - Turma prof. Wilma 4º ano
12ª parte ou fim e início de nova história - Daniel
13ª parte - Turma prof. Joana 3º ano
14ª parte - Turma prof. Cristiane 1º ano
15ª parte - Turma prof. Genoveva 5º ano
Fim da História - Daniel

13 agosto 2011

Atenção para a proposta do Daniel, meninada!!!!

Olá, meus pequenos amigos...
Também estou muito ansioso para encontrá-los e partilhar com vocês um
pouco mais das minhas histórias.
A propósito, vamos começar escrever uma história em parceria? Agora que
já têm algum conhecimento novo sobre a cultura indígena poderíamos
fazer algo juntos. O que acham?
Fico no aguardo de sugestões.
Bom final de semana para todos/as
Daniel Munduruku

12 agosto 2011

Oi Pessoal, oi Andréa

Estou querendo iniciar nosso bate papo virtual. Vamos começar?
Meu desafio é contar uma aventura na floresta. Mas para isso vou precisar que me ajudem para que a história seja, de fato, colaborativa.
Vamos nessa?


Grande abraço!


Daniel Munduruku

07 junho 2011

Nosso novo amigo de escrita colaborativa é Daniel Munduruku




Já sabemos quem será o próximo escritor a escrever conosco! O nome dele é Daniel Munduruku. É um escritor indígena com 40 livros publicados, graduado em Filosofia, tem licenciatura em História e Psicologia e ainda é doutor em Educação pela Universidade de São Paulo. Percebemos que ele é muito estudioso e gostamos muito disto.
Ele também trabalha muito. É diretor presidente do INBRAPI - Instituto Indígena Brasileiro para Propriedade Intelectual, comendador da Ordem do Mérito Cultural da Presidência da República, conselheiro consultivo do Museu do Índio do Rio de Janeiro e membro da Academia de Letras de Lorena. Quando ele vier nos encontrar vamos perguntar o que é tudo isto, porque parecem serem coisas muito complicadas de se fazer.
Já recebeu diversos prêmios no Brasil e no exterior. Entre eles o Prêmio Jabuti, o Prêmio da Academia Brasileira de Letras, o Prêmio Érico Vanucci Mendes (outorgado pelo CNPq) e o Prêmio Tolerância (outorgado pela UNESCO). Queremos saber mais sobre isto também.
Muitos de seus livros receberam o selo Altamente Recomendável outorgado pela Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ). E nós aqui de Cataguases estamos doidinhos para ler todos eles.
Seja bem vindo ao nosso projeto, Daniel. Esperemos que nos desafie a escrever lindas histórias.

Alunos colaboradores do Escrevendo com o Escritor

30 maio 2011

Recadinho da Lílian

Querida Andrea, quero muito agradecer o carinho e a acolhida de todos vocês. Foram dois dias super legais e, em especial, a quarta feira, dia 25. Espero, sinceramente, não ter decepcionado nenhum de vocês. A viagem de ida e volta foi tranquila, na paz, a estadia agradável, até o trem é emocionante. Fiz fotos dele. E os papos foram tudo de bom. Por favor, se em algum momento eu não correspondi a expectativa, me desculpem. Quando deixei Cataguases, meu coração estava em paz e sorridente. Vou guardar para sempre a lembrança daqueles olhinhos brilhantes, daqueles sorrisos verdadeiros, daquele calor bem quentinho que só criança sabe externar. Agradeço a todos que participaram do projeto e se dedicaram por esse evento especial. A você, minha querida, todo o meu agradecimento e parabéns pelo projeto que você promove com o coração. Beijos, muitos. E, se precisar de mim, pode sempre contar. Só quanto a livros, por favor, nada policial. Beijos!






27 maio 2011

Encontramos a Lilian

Que alegria nos trouxe a Lilian! Inspiradas em suas histórias crianças da APAE, de escolas públicas e particulares de Cataguases e da zona rural de Itamarati de Minas cantaram, dançaram, fizeram e assistiram teatro. Divertida e sorridente encantou crianças e adultos em mais um encontro com o escritor no Instituto Francisca de Souza Peixoto.

Lilian e alguns outros mais chegaram às lágrimas com a voz da Simone, com a interpretação do Cacá, da Talita, da Roberta e da Poliana, com o violão do Nenego, com a cantoria dos pequenos tenores da E. E. Guido Marlière, com a criatividade do presente construído pelos alunos da E. M. Antônio Ribeiro Barroso, com as surpresas do Colégio de Aplicação das Faculdades Integradas de Cataguases, com a simplicidade das crianças de Itamarati, com os gritinhos de alegria quando se ganhava um livro, com a contação de história da professora Renata e seus alunos, com os delicados passos das bailarinas da Taimã, com a vibração da cidade amarela, com móbiles da Grazi e da Daise, com os rostinhos espantados dos que participaram do encontro pela primeira vez, com a desenvoltura dos que já conhecem e já escreveram com muitos escritores.

É muito bom fazer parte de uma equipe tão dedicada e que faz com que tudo aconteça tão lindamente. Um obrigada especial para aqueles que ficam nos bastidores e que não veem os aplausos que lhes são também de direito: Marcelo, Ivaldo, Valquíria, Maykon, Leo, Daniela, João, Dalmir, Sebastiãos, Zé de Barros, Eliane, Allan, Fernadinha, Oto, Hernani, Henrique, Juliano, Cristina, Camila, Jairo, Ciro, Solange, Elton, Pathê, Paulo e finalmente à Companhia Industrial Cataguases.


Andrea Toledo