12 Março 2012

Mary e Eliardo França

Vamos conhecer agora a história da Mary e do Eliardo França, escritora e ilustrador que participarão do Escrevendo com o Escritor neste semestre. Nosso encontro está marcado para os dias 4 e 5 de Junho, mas antes disto vamos viver várias aventuras juntos que vamos sempre postar aqui no blog. Tomara que todo mundo goste!!!!

Vamos começar com a Mary


Quando pequena, Mary França conheceu muitas cidades. Até os cinco anos de idade, viveu em Santos Dumont, de onde guarda boas memórias da rua da Biquinha, das reuniões de família, de uma fábrica de bonecas da sua rua e da árvore em que brincava ao redor, fazendo "comidinha” com as primas. Aos cinco anos, mudou-se para Barra do Piraí. Lá já assumia a sua característica de menina responsável: cuidava de sua irmã caçula e ajudava no trabalho do pai, que tinha uma casa de materiais de construção. Finalmente, aos 11 anos foi para Juiz de Fora, cidade que marcou definitivamente sua vida.
            Nessa época, Mary França também conheceu os discos de histórias infantis, que seu pai colocava para a filha escutar. Gostava, sobretudo, da história de Peter Pan. Ouvir essas histórias a influenciou muito a se tornar escritora.
            No curso de magistério, um colega que sabia do gosto de Mary pela literatura a incentivou a escrever histórias. Decidiu seguir o conselho e passou a dividir sua vida de adolescente com a vida de escritora: criava contos e seu mundo imaginário em meio a um dia a dia típico de uma garota de sua idade. Mas ainda sem publicar.
            Algum tempo depois, em um baile de Carnaval, Mary conheceu Eliardo França, um jovem ilustrador em começo de carreira. O encontro foi o empurrão que faltava para Mary se tornar uma escritora de verdade: ele ilustrou o primeiro livro que ela publicou, O menino que voa, lançado pela Editora Conquista, no início dos anos 60. E a parceria se estendeu além das páginas dos livros infantis: os dois se casaram e consolidaram uma bem-sucedida carreira em conjunto.
            Em 1974 foram convidados pela Editora Ática para produzir livros para crianças pequenas, com pouco texto. Naquele momento Mary França começa a pensar na Coleção Gato e Rato, uma das coleções mais elogiadas e mais utilizadas pelos professores em sala de aula.
Um novo desafio apareceu em 1989: traduzir diretamente do dinamarquês os contos de Hans Christian Andersen, destinados a um público um pouco mais adulto. Fizeram, então, uma das maiores viagens da vida de ambos, morando durante quase um ano na Dinamarca, onde visitaram museus, pesquisaram e aprenderam com vizinhos e conhecidos sobre o escritor que tanto a encanta.
E depois de todas as pesquisas, textos e quilômetros rodados, Mary ainda adora viajar, mas gosta mesmo é do contato com as crianças. Tem prazer em reunir sua família e seus netinhos, ou ir até escolas para se aproximar do público leitor. Desse relacionamento íntimo tira ideias para novos livros.

Agora o Eliardo


                A fantasia nas cores e nos traços é uma constante na vida de Eliardo França. Quando, ainda pequeno, ele desagradou à professora ao pintar sua primeira árvore azul, esse ilustrador mineiro já começava a definir um dos estilos de sua obra, que é repleta de cachorros roxos, gatos verdes e ratos vermelhos.
           Sua imaginação de cores trocadas, assim como seu gosto pelos temas infantis, bebeu muito da fonte de sua infância em Minas Gerais. O menino Eliardo aprendeu a montar arapucas para pegar passarinho, jogar bolinha de gude e pescar com guarda-chuva! Essa pesca acontecia na época da desova dos lambaris, quando os peixes subiam o rio e saltavam para superar os desníveis da água. Desavisados, os peixinhos caíam dentro do guarda-chuva estrategicamente aberto por Eliardo, que pescava quilos de lambaris para comer fritos no fubá. 
           Entre caricaturas e garatujas, cresceu querendo ser desenhista. Aos 18 anos, tentou Arquitetura, mas logo percebeu que não era a sua área de interesse. Ainda convencido que seu caminho profissional estava no desenho, tomou coragem, elaborou algumas páginas de histórias em quadrinhos e foi ao Rio de Janeiro, bater na porta da Editora Brasil-América. 
          Chegou sem avisar, e encontrou o editor Adolfo Aizen, que o aconselhou a seguir o caminho da ilustração de livros infantis. Apesar de seu primeiro trabalho nunca ter sido publicado, o jovem ilustrador foi incentivado a continuar. Esse incentivo rendeu a ele as ilustrações para livros de Malba Tahan, além da oportunidade de trabalhar com Ziraldo, na revista O Cruzeiro, e no caderno infantil do Jornal do Brasil.
           Mas foi com os textos de Mary que os desenhos de Eliardo se tornaram conhecidos e ajudaram a alfabetizar muitas gerações de leitores mirins. A parceria rendeu também um casamento e quatro filhos.

Para conhecê-los melhor visite o blog Os Pingos!

14 Dezembro 2011

Campanha de Natal



Mais uma vez os os escritores deste blog encabeçaram uma Campanha de Natal que arrecada alimentos e brinquedos para creches e asilos. Com a ajuda das bailarinas que também participam dos trabalhos com os escritores - ver fotos à direita - conseguiram arrecadar 279 brinquedos e 524 alimentos que foram distribuídos para a creche SOS, a Associação Fraterna de Assistência aos Necessitados – AFAN - os Asilos São Vicente de Paula, São José e São Sebastião, localizados nas cidades de Cataguases e Piraúba.

A entrega das doações foi um evento à parte quando as turmas que arrecadaram mais produtos na campanha – alunos das professoras Joana e Edilena da E. E. Guido Marlière - puderam fazer a entrega junto com os Doutores Cura Cura, em uma grande festa onde o maior ganho foi a felicidade por se fazer o bem.
 
Agradeço e parabenizo a todas as crianças pela campanha, certa de poder contar com todos em 2012.

Andrea Toledo

13 Dezembro 2011

Cortejo de Natal

Enquanto aguardam o próximo escritor que irá escrever com eles em 2012, a meninada responsável por este blog participa ativamente de eventos culturais promovidos pelo  Instituto Francisca de Souza Peixoto. O principal deles foi o Cortejo de Natal que envolveu colaboradores e beneficiados pelos projetos dos Instituto e levou Papai e Mamãe Noel, papainoeizinhos, duendes, soldados romanos, anjos, José e Maria, Reis Magos, Bate Pau, bailarinas, estrelinhas, povo de Jerusalém e livros aos os moradores de Cataguases. As fotos abaixo expressam com propriedade a emoção que tomou conta da cidade.

 

05 Dezembro 2011


 “Você tem que encontrar o seu livro, quando o fizer você não para mais de ler” Luiz Galdino


Crianças falando sem parar, bailarinas atrapalhadas, coral pouco afinado, quadros e esculturas que não seriam aceitos nas galerias dos grandes museus, calor, um cansaço de dar olheiras. Assim foi recebido o escritor Luiz Galdino em Cataguases. Parece ruim, mas não é.
Foi tudo lindo! Feito com muito carinho, dedicação e alegria por pessoas que acreditam em um futuro melhor construído através da cultura e da educação. As crianças que participaram puderam ler, escrever, assistir teatro, ganhar livros e incluir mais um autor em seus currículos.
É assim, sempre, o Escrevendo com o Escritor, iniciativa mantida pela Companhia Industrial Cataguases, através do Instituto Francisca de Souza Peixoto há seis anos, e que tem entre seus principais objetivos o incentivo à leitura, à escrita e às artes. Que tenha vida longa!!
Meus repetitivos e eternos agradecimentos a todos!

Andrea Toledo


25 Novembro 2011

Amigas e Amigos da E. M. Antonio Ribeiro Barroso


Praticamente tudo que eu disse sobre as histórias escritas pelos alunos da escola Guido Marlière, vale também para estas, que acabei de ler. Fiquei, mais uma vez, impressionado com a surpreendente variedade de motes e estruturas narrativas, que podem ser vistos e saboreados através destes contos. Se juntarmos todos os contos das duas fases, teremos quase que um modelo para cada história criada. Isso é muito bom!
Em “A Lenda do Queroz”, acredito que o personagem foi inventado, criado, significando com isso que o autor ou autores buscaram um elemento primordial da literatura, que é a originalidade. No entanto, tão importante quanto a originalidade, é o fato que a estrutura do conto nos remete à forma de revelação comum ao mito. O que é o mito senão a explicação de como alguma coisa surgiu, ganhou vida, começou a ser, a existir? Em vez de coisa, claro, poderia ser alguém. E não é preciso procurar os mitos clássicos; bons exemplos estão aqui pertinho, nos mitos indígenas.
“O Rei dos Gatos” corresponde aos personagens que foram criados, mediante uma necessidade imperiosa: ajudar a manter a norma vigente, que a sociedade tem por correta. Neste conto, sua aparição ameaçadora se associa à presença-existência de crianças desobedientes. Poderíamos dizer: uma variação da Cuca para crianças maiores. A Cuca descia do telhado e vinha pegar as crianças bem pequenas que não queriam dormir. O que já não se inventou para o descanso das mães mal-dormidas!
A boa história sobre “A Casa Abandonada da Rua Dutra” concatena dois aspectos de real interesse. O primeiro é aquele, segundo o qual a pessoa temida ou malévola carrega esta característica da vida para o além. Às vezes, até piora sua natureza, pois, após a morte, ela se vê limitada em vários aspectos. E além deste ponto, há outro interessante. Muitas histórias louváveis, inclusive esta, deixam patente que a coragem vence até o sobrenatural. Neste conto, o monstro é vencido e morto por uma Mulher, que se enche de coragem ao ver a filha pequena aprisionada pela estúpida criatura.
“A Lenda das Três crianças da Floresta” segue um mote frequente nas histórias de monstros e assombrações. As aparições se repetem quase sempre num mesmo lugar, num mesmo cenário, e se prendem a um fato singularmente brutal, ali ocorrido no passado. São muito comuns em todo o país, as águas santas, fontes sagradas, menina santa etc., designando os lugares onde uma criança teria sido sacrificada de modo brutal por algum maníaco.
Com o passar do tempo, felizmente, estes lugares malditos pelo acontecimento tenebroso acabam ganhando uma aura diversa em que a imagem da criança se associa a fenômenos de elevação espiritual e até milagres.

Luiz Galdino/ SP.24.11.2011

22 Novembro 2011

A lenda do Queroz


Esse é o caso do Queroz. Para quem não sabe o Queroz era um homem com a cabeça raspada e os pés cabeludos. Nas noites de lua cheia, se transformava em uma criatura tenebrosa, com olhar horripilante, sobrenatural, de tirar o fôlego até mesmo dos mais corajosos...
Queroz significa: traz mais mulher pra nós... E era isso que ele fazia, caçava mulheres nas noites de lua cheia.
Tudo começou com dois casais que haviam se casado há pouco tempo. O Roger e a Karolaine e o Fillipy e a Vitória. Passados três anos, Vitória e Karolaine começaram a reparar que seus maridos já não tinham mais tempo para elas e decidiram se separar... Fillipy se conformou com a situação, mas Roger não.
Roger resolveu então, vender a sua alma e um espírito ruim exigiu que ele matasse muitas mulheres e para isso mandou que ele fosse até uma boate e matasse todas que lá estivessem; e avisou que sua ex mulher também estaria lá... Então, em alguns minutos ele se transformou em Queroz...
Naquela noite Queroz enrolou uma corrente em seu corpo e dirigiu-se para a boate. Chegando lá viu sua ex mulher junto de algumas amigas, então rapidamente atacou-a e arrastou-a para um lugar afastado, pendurando-lhe em uma árvore enforcando-a. Ao lado de seu corpo deixou o seguinte recado: “Mulheres dêem valor aos seus maridos e não se separem deles, senão o Queroz irá pegar vocês....”.
No dia seguinte mais 32 mulheres morreram misteriosamente durante um black out, no mesmo horário, do assassinato anterior, naquela boate... E assim até hoje todas as esposas que leram o recado temem as palavras do Queroz...

Elias da silva costa – 8º ano
Prof. Daise e Cacate
Escola Municipal Antônio Ribeiro Barroso

A lenda do rei dos gatos


O rei dos gatos era um homem que morava sozinho em uma mansão grande e assombrada. Ele era horrível, com dentes semelhantes ao de um tubarão, rosto peludo igual ao de um lobisomem, corpo de gato, e garras afiadas como uma navalha...
Ele tinha vários gatos que o seguiam por toda parte, obedecendo aos seus comandos... Eram como seus escravos e não ousavam desrespeitá-lo...
O rei dos gatos era um homem maligno, que não gostava de ninguém. Ordenava que em noites de lua minguante, os gatos invadissem as casas e raptassem crianças desobedientes, levando-as para a mansão assombrada. Lá transformava as crianças em gatos com seus olhos de serpente de fogo, tão aterrorizantes quanto as profundezas de um vulcão.
Conta-se que apenas o rei dos gatos conseguira adquirir os olhos de serpente de fogo. E que para encontrar essa serpente, teve que mergulhar nas profundezas da larva do vulcão de Dambo Dick, contando para isso com a ajuda de forças sobrenaturais...
Falam por aí que o rei dos gatos está dormindo a mais de mil anos e que quando o vulcão de Dambo Dick entrar em erupção, ele acordará e voltará com todo o seu poder e exército de gatos e transformará todas as crianças desobedientes em seus escravos.

Fillipy – 8º ano
Prof. Daise e Cacate
Escola Municipal Antônio Ribeiro Barroso

A casa abandonada da rua Dutra


Perto da minha casa, que fica na rua Dutra, tem uma antiga casa abandonada. Sua aparência é assustadora...
A antiga casa está caindo aos pedaços, as portas e janelas de madeira estão completamente estragadas, as paredes descascadas e em algumas partes os tijolos estão à mostra... As plantas do jardim estão secas e as frutas das árvores sempre azedas... O portão da frente tem uma corrente de ferro enferrujada e quando venta forte, escuta-se o ecoar do seu rangido por todas as redondezas, fazendo barulhos assustadores...
Conta-se que há muito e muito tempo atrás morava nesta casa um homem muito misterioso e assustador, que gritava enfurecido com qualquer um que se aproximasse da casa... Ele era barbudo e muito alto... E por não sair de casa, raramente era visto.
Certa vez três crianças da rua vizinha estavam brincando de bola próximas a casa. Quando de repente uma delas chutou a bola com tanta força, que atravessou o portão e acertou a vidraça da janela, espatifando-a...
O misterioso morador da casa estava dormindo, porém com o barulho acordou e ficou furioso... As crianças que achavam que a casa era abandonada haviam entrado em seu quintal para tentar recuperar a bola... Porém se depararam com a figura assustadora daquele homem estranho, que saiu correndo atrás delas... Duas das crianças conseguiram fugir, porém uma delas, uma garotinha, foi pega pelo homem e arrastada para dentro casa...
As duas crianças que conseguiram fugir, correram até a casa dos pais da menina e contaram o que havia acontecido... Então a mãe da menina cega de desespero pegou um facão e junto do seu marido correu para a horripilante casa abandonada...
Ao chegar à casa, os pais viram sua indefesa filhinha acorrentada à uma mesa e exigiram que o homem a soltasse imediatamente... Porém ele se recusou, ameaçando os pais da menina... Descontrolada, a mãe pariu em direção ao homem e lhe deu três golpes com o facão, matando-o imediatamente...
Conta-se que até hoje o fantasma do misterioso morador, assombra à casa abandonada da rua Dutra e nenhuma criança ousa ultrapassar os seus portões, com medo de ser atacada...

Vitória Borges – 8º ano
Prof. Daise e Cacate
Escola Municipal Antônio Ribeiro Barroso

A lenda das três crianças da floresta


Certo dia, um menino chamado Luiz estava andando em uma pequena reserva florestal, próxima à sua casa, pois havia ido fazer um piquenique com a sua família. Foi então, que ouviu um barulho estranho e resolveu ver o que era... Quando se aproximava de onde vinha o barulho, sua mãe o chamou para ir embora. Luiz só conseguiu ver ao longe três pequenos vultos, próximos a uma grande árvore.        
Ao cair da noite, quando Luiz já estava em casa se preparando para dormir, ouviu novamente o barulho estranho, igual ao que havia ouvido mais cedo, vindo do quintal de sua casa. Começou a tremer de medo, mas muito curioso, tomou coragem e foi ver o que era...
Chegando ao quintal viu três crianças, estranhas, com os olhos vermelhos e com as roupas sujas, parecendo que haviam sido queimadas em algumas partes. Resolveu se aproximar para saber porque elas estavam ali sozinhas, tarde da noite e se precisavam de alguma ajuda.
De repente, as crianças começaram a atacá-lo e falaram que se ele não fosse embora naquele instante, iriam devorá-lo. Porém, Luiz não respeitou e as crianças pegaram uma corda, amarraram-no e arrastaram para a reserva florestal, prendendo-o na grande árvore... Então acenderam uma fogueira... Muito aterrorizado, sem entender o que estava acontecendo, Luiz acabou desmaiando.
No dia seguinte quando acordou, ao perceber que estava em seu quarto, deitado em sua cama, ficou muito assustado. Ao observar que em suas pernas e braços havia marcas como se tivesse sido amarrado por uma corda, ficou mais assombrado ainda... Será que havia sonhado?! Mas e aquelas marcas...
Luiz correu até a sua mãe para contar o que havia acontecido. E foi assim que descobriu sobre a lenda das três crianças da floresta.
“Conta-se que em 1898 três crianças haviam saído para brincar na mata e se perderam. Um homem louco que vivia naquele lugar, matou as pobres crianças, amarrou-as à grande árvore, fez uma fogueira e depois devorou-as...”
Até hoje a alma das três crianças vivem perdidas na mata, sendo conhecidas como as três crianças da floresta...
Karolaine – 8º ano
Prof. Daise e Cacate
Escola Municipal Antônio Ribeiro Barroso

20 Novembro 2011

Amigas e Amigos da Escola Guido Marlière


Recebi a primeira remessa de histórias de assombração e fiquei muito bem impressionado. Despertou-me a atenção, principalmente, a variedade dos enfoques
(situações) em que os vários tipos de assombração aparecem. Eu não tenho muito a acrescentar, não. Apenas confirmar, como vocês observaram, que os fantasmas surgem, quase sempre, do desconhecimento do fenômeno.
Eu me recordo que na casa de meu tio Sinhô Monteiro, tudo estralava: O assoalho de ripas longas e os antigos móveis de madeira pesada. E algumas vezes, de fato, os estalos davam lugar a gemidos. Ou seria apenas impressão? Enquanto eu procurava associar os ruídos com os móveis presentes, minha mãe grudava-se ao braço da cadeira de espaldar alto e, a caminho de casa, jurava que, mais de uma vez, mãos de veludo haviam tocado na sua canela e nos seus cabelos.
“O Fantasma Zumba” é uma história muito original. Nesse caso, o fantasma é alguém que quer apenas jogar bola. Provavelmente, um fantasma solitário, que sonhava ter companheiros para brincar. Por que então o medo? Provavelmente, resulta do medo que temos do desconhecido e que poderia ter fim com a aproximação entre as partes. O que vocês pensam disso? Agora, eu fiquei assustado mesmo, logo na primeira linha do texto. Quer dizer que para vocês o fantasma assustador tem a ver com o fato de ser preto, pretinho, pretão? Não acredito! Tem algo incorreto aí; me digam vocês mesmos o que é que está errado aí?
Em “Mistério” acontece aquilo que colocamos acima. A curiosidade é utilizada como forma de saber. Quando se sabe, se conhece melhor cada pessoa, cada objeto, e os receios desaparecem. Muito legal! O “Bambuzal” apresenta outra configuração. É uma típica história de mistério, que induz o leitor a desvendar o mistério, o que é muito motivador. E “A Mão no Guarda-roupa” mostra outra variedade de conto de assombração, onde o que parece fantasma não passa de uma interpretação equivocada de um fenômeno. Como a minha mãe na casa de meu tio.
A “Assombração Assombrada” é uma história clássica, em que a assombração fica um pouco gratuita. Acredito que a história ganharia pontos importantes se a aparição de Mariquinha servisse, por exemplo, para salvar o personagem Ricardo, naquele ambiente tenebroso. Ele vai dali até em casa agradecendo à mulher, que havia desaparecido após a intervenção e ao chegar ao lar topa com a novidade: fora salvo pela mulher que naquele momento já  havia morrido. “O Acampamento Sombrio” é outra variedade de conto, que resulta de um princípio moral, segundo o qual toda desobediência deve ser castigada.
No caso da “Fazenda mal Assombrada”, um bom achado,  as assombrações são inventadas para amedrontar as pessoas e fazer com que se afastem do local.  Muitos monstros e fantasmas foram criados  para afastar os curiosos do local de grandes jazidas de ouro e ou diamantes. No Assuruá, Bahia, fonte de muita riqueza no século XVIII, dizem que as riquezas ainda enormes do lugar são guardadas pela Mãe da Sucuriú, que poderia acabar com a população da cidade só com o seu bafo.
E por fim “O Homem do Dedo Torto”  , outra variante de caso de assombração, em que a experiência lógica não é sequer cogitada. O que equivale dizer: com assombração tudo é possível e Fim.
Parabéns a todos. Estou realmente empolgado com a incrível variedade de assombrações que vocês criaram. E estou certo de que ainda irão muito mais longe. Já estou ansioso pela leitura.

Beijos e Abraços a Todos
Galdino
     SP.20.11.2011

19 Novembro 2011

O Fantasma Zumba


Zumba era um fantasma assustador. Ele era preto,pretinho e pretão ...
Morava numa casa assombrada e caminhava arrastando uma enorme corrente.
Num dia ensolarado, Marina, Helbert e Emanuel jogavam bola na rua, bem frente à casa assombrada.
Emanuel chutou a bola com tanta força, que a bola quebrou a vidraça da janela e foi parar dentro da casa.
Os meninos ficaram apavorados. Que fazer: enfrentar o fantasma ou ficar sem a bola?
Imediatamente Marina decidiu:
- Vou buscar essa bola.
- Nós também vamos-disseram Helbert e Emanuel.
Quando eles abriram a porta, levaram um enorme susto. Zumba brincava com a bola.
- Poooorrrrr favoorrrrr, você pode devolver a bola?
- Nãããããõoooo! Eu também quero brincar!
Os meninos se entreolharam e saíram gritando:
- Socorrooooooo! Um fantasmaaaaaaaa!
Eles correram, correram... até chegarem perto do rio. Desceram na margem do rio e se esconderam debaixo da ponte.
Passado um tempo e o medo, eles saíram de lá.
- Nunca mais quero jogar bola perto da casa assombrada - disse Herbert.
- Nem eu - disse Marina.
- Não volto nunca mais naquela rua - disse Emanuel.
- Herbert e Emanuel, vamos brincar na pracinha? Lá sim é um lugar seguro.
- Vamos!!!
Naquele dia eles brincaram e se divertiram pra valer... Quando a noite chegou... O sono não chegou e os três meninos viam o Zumba em toda parte da casa.
- Saí daqui fantasma!!!!

Alunos do 3º ano - Profª Joana
E.E. Guido Marlière

O mistério


Quando eu era um menino bem pequeno, morava com a minha mãe na roça.
Um dia perguntei a ela o que era o brilho e o som que sempre vinham atrás da montanha. Ela não quis me dizer, mas eu fiquei perguntando e perguntando, até que um dia ela me deu uma pista.
Era um bicho que ela também tinha medo, mas não me disse tudo. Um dia ela cansou de me ouvir perguntar e disse:
- Filho, vou te dizer, mas você não vai gostar! É um fantasma horrível, que só aparece para deixar as pessoas tristes, ele sobe do chão e tem três olhos.
Realmente não gostei, mas matou minha curiosidade e nunca mais perguntei.

Andrey, Ruan, Juan,Sara e Lucas - 3º ano - Profª Joana
E.E. Guido Marlière

18 Novembro 2011

O Bambuzal


Minha mãe conta que quando ela tinha minha idade, todas as férias ela ia para a casa de sua avó, na roça. E quando estava lá gostava de ir brincar na casa de uma amiga que ficava um pouco distante em uma pequena vila. O problema era que no caminho tinha um bambuzal e ele era grande e muito escuro. Sua avó contava que no meio dele havia um espantalho que era muito estranho e que ele tinha sido colocado ali por uma família que foi assassinada por ladrões de gado. Conta-se que o bambuzal é mal assombrado e que o espantalho é o seu guardião. Há quem diga que todas as pessoas que nele entraram para ver o espantalho nunca mais foram vistas. Há um mistério naquele lugar, alguém topa desvendá-lo? Eu sei que eu não!

Alunos do 5º ano - Profª Genoveva
E.E. Guido Marlière

A mão no guarda-roupa


Quando fui dormir na casa da minha colega ela me contou que o primo dela era sonâmbulo, então decidimos ficar acordadas para ver se ele andava mesmo enquanto dormia. Estávamos conversando quando ouvimos o barulho de uma porta se abrindo. Quando olhamos, vimos uma mão saindo de dentro do guarda-roupa. Começamos a gritar enlouquecidas e enfiamos todas debaixo das cobertas. Depois que vimos aquela mão nós não conseguimos dormir sossegadas, só dávamos umas cochiladas. Quando levantamos com o dia já claro, percebemos que quando o ventilador ventilava no guarda-roupa e um pedaço de uma saia se levantava formando tipo uma mão. Ficamos com menos medo, mas não conseguimos descobrir até hoje se o primo dela é sonâmbulo ou não.

Alunos do 5º ano - Profª Genoveva
E.E. Guido Marlière

16 Novembro 2011

A assombração assombrada


Era uma vez uma senhora que se chamava Maria e o seu marido que chamava Ricardo:
D.Maria falou:
- Ricardo, vá lá na cidade comprar: macarrão, feijão, arroz e carne para mim.
-Tá, já estou indo Maria.
Era uma noite muito bonita, mas quando ele chegou à cidade começou a chover.
Quando foi embora a ponte que tinha para atravessar o rio caiu e era uma altura muito grande. Ricardo viu uma amiga da esposa dele do outro lado e disse:
- Mariquinha, como você conseguiu atravessar a ponte?
Ela não respondeu e saiu andando. Ricardo não entendeu nada e foi dar seu jeito de atravessar o buraco. Viu que não era possível o cavalo pular, então teve que passar por outro caminho que era ainda mais longe.
Quando chegou em casa e falou:
-Maria, cheguei! E eu vi sua amiga a Mariquinha lá perto da ponte que caiu.
-Mas homem, ela morreu.
-Que dia?
-Hoje, quando você saiu, por quê?
-Aí meu Deus, eu a vi na ponte, será que eu vi uma assombração? Credo em cruz!!!!!!!

Alunos da prof. Selma
E. E. Guido Marliére


O acampamento sombrio


Certo dia, um grupo de amigos resolveu acampar numa floresta. Quando estavam indo para esta floresta avistaram um senhor  que disse:
- Cuidado, essa floresta é mal assombrada.
Os garotos nem deram confiança e seguiram em frente.
Chegando lá, armaram suas barracas e foram dormir. De madrugada um dos garotos ouviu um barulho, acordou assustado e foi ver o que era, mas não viu nada e continuou ouvindo coisas estranhas.
Ele resolveu acordar os amigos para avisar que havia alguma coisa na floresta. Eles seguiram o barulho e chegaram a uma cabana e não é que deram de cara com o velho que avisou sobre a assombração?
O velho começou a rir e disse:
- Vocês não sabem o risco que estão correndo aqui, porque esse é meu território. Avisei que não era para entrarem na floresta. Agora irão conhecer o mau.
De repente, começou a virar uma aberração terrível e os garotos saíram correndo para nunca mais voltar.

Alunos da prof. Selma
E. E. Guido Marliére

15 Novembro 2011

A fazenda mal assombrada


Era uma vez uma fazenda mal assombrada muito rica. Era uma fazenda de café.  Uma vez o capataz da fazenda começou a desconfiar que o café estava desaparecendo. Ele notou também que estava morrendo muita gente por ali porque quase todos os dias passava um enterro. O capataz  desconfiado resolveu ir ao  enterro daquele dia e ele foi armado. Sacou sua arma, parou o enterro e mandou abrirem o caixão para ver o morto. Para sua surpreza o caixão estava cheio de café. E assim ele descobriu que ninguém morria por ali há muito tempo, o que eles levavam era o café da fazenda.
      
Alunos da professora Edilena da E. E. Guido Marlière

O homem do dedo torto

Nossa professora contou uma história de assombração muito interessante que gostaríamos de contar para você, Galdino.
Quando criança ela morava numa casa que diziam ser mal assombrada.  E lá, todos sabiam que não se devia dar tiros em assombração porque coisas estranhas aconteciam.

Só que nesta casa tinha um pequeno buraco na porta por onde contavam, as assombrações entravam e depois se tornavam grandes lá dentro.
Um dia seu pai, que jamais acreditou nesta história, deu um tiro em uma criaturinha que entrava pelo buraco. Sabe o que aconteceu?! 
O tiro voltou contra o dedo dele e o dedo dele ficou torto. E ele aprendeu uma lição: Nunca mais atirar em assombração. Você pode não acreditar, mas os irmão mais velhos de nossa professora juram que viram esta assombração. 


Alunos da professora Edilena da E. E. Guido Marlière